segunda-feira, 12 de abril de 2010

DIÁRIO DE UMA ATENDENTE - Capítulo 3

Perfil número 3: "OS ESOTÉRICOS"


"Bom dia!"
"Bom dia."
( ... Som do vácuo ... )

O perfil de "esoterismo" na verdade é pra mim. Os clientes chegam, colocam o dinheiro na bacada e querem que eu adivinhe o que é.
Massa é o clima que fica. Troca de olhares, é o que mais preciso.

Dica: Dica? UAU! Não sabia que precisava de dica para pedir algo. Precisa nem pedir por favor. Basta só a ênfase na interrogação ao fim da frase.
Estresse uma atendente: JOGUE O DINHEIRO NO BALCÃO (isso é o mais irritante, principalmente se for moedas, parece que é esmola), se escore nele e olhe pra atendente sorrindo. Continue sorrindo. Sorria bastante. Você é o garoto propaganda da Colgate. Aproveite enquanto tem dentes (ou não).
Fato(s) ocorrido(s): Tem um cara, que estuda na Fatern, que SEMPRE, compra um free unidade e um chiclete. Joga 50 centavos (como se fosse muito dinheiro) no balcão e fica olhando pra mim com cara de tacho. Certa vez (eu nem tava estressada), ele jogou os 50 centavos no balcão, então fui logo pegando o free e o chiclete que ele sempre compra. Depois que eu faço tudo, ele diz: "Hoje vou não vou levar o cigarro não. Só o chiclete".
Beleza! 1 x 0 pra você, campeão!
Outro dia ele volta e faz a mesma coisa. Joga os 50 centavos no balcão e fica calado. Enquanto isso, eu tava tuitando (devo até ter registrado)...
Aí ele fala: "Moça?"
Apenas olho pra ele, mas não falo a palavra mágica ("pois não?!").
Ele empurra os 50 centavos.
Olho pra ele, prendendo o riso (mentira, tava quase pulando no pescoço dele) e digo: "Pra mim? Obrigada! Tava faltando 50 centavos pra completar minha passagem!!!"
E fui guardando na minha bolsa...
Num instante ele abriu a boca pra falar. Nunca mais fez isso de novo.

Otário!

Outro fato que sempre ocorre é o do crédito de celular.
ESSA É CLÁSSICA!
Tem 435435264356124321342163123 operadoras e o cliente vem e faz: "coloca R$10 de crédito pra mim, por favor".
Eu me coço pra não perguntar: "que operadora?"
Mas não dá. É a palavrinha mágica.
Certa vez meu amigo Evan fez justamente isso no Praia Shopping. Tirei onda na hora! É mais forte que eu.


Sou estressada, mas sou feliz!

domingo, 11 de abril de 2010

DIÁRIO DE UMA ATENDENTE - Capítulo 2

Perfil número 2: "OS CLARK KENT"


Não tem coisa pior, do que você estar concentrada em alguma tarefa do trabalho, quando chega alguém gritando ao celular. Juro! Tem vezes que me assusto, penso logo que tão gritando comigo (é o costume).
Às vezes, não existe nem a vontade de entrar na banca, mas entram pra falar e, claro, bagunçar tudo, já que não querem nenhuma revista e estão "só olhando" [tenho muita raiva disso]. Na verdade [ironic]A-D-O-R-O[/ironic] escutar conversa dos outros. Principalmente, daqueles que sequer conheço. Muda muito minha vida.
Adoro mais ainda quando falam comigo e a pessoa que está do outro lado da linha, ao mesmo tempo. Nossa!! Atenção total, hein?!
Dica: Por educação, termine a ligação e entre. Afinal, a banca é pequena... Ou então, fale baixo. Não sei porque, mas só tem gralha.
Estresse uma atendente: Fique meia hora conversando com alguém, dentro da banca. Grite. Gesticule bastante, olhe todas as revistas. Você não tem pressa! Fique o tempo que quiser, principalmente se ela quiser passar o pano no chão, fique desfilando, mostrando seu 3310 pra atendente! Depois de ficar sem voz de tanto conversar (e de bagunçar tudo, claro), compre uma revista de 1,99 e dê uma nota de R$100. Se sair vivo do ambiente, parabéns!
Fato ocorrido: Certa vez, estava eu tirando a devolução das revistas (todo dia entra e sai revista, nesse caso, estava devolvendo revista à distribuidora, "prestando conta"), quando vai passando uma mulher lá fora caminhando. De repente o celular toca [parece que adivinham] e, ela LOGICAMENTE, entra na banca. Essa mulher passou simplesmente, mais de meia hora contando a história de uma viagem que ela fez com a mãe pra São Luís. Só que, tirar devolução é complicado, pois tem hora marcada pra devolver as revistas e, essa mulher tava me atrapalhando. Eu querendo pegar as revistas, quando olhava, era a que ela tava "lendo" (isso, falando ao celular sem parar). Meu tio (patrão) chegou, fez o que tinha que fazer, foi embora e essa mulher ainda tava na banca e tagarelando. No fim das contas, quando eu já tava quase indo dizer pra ela que tava muito emocionante a história da viagem, mas eu queria trabalhar, ela pega uma revista e vem pro caixa. Pensei: "acabou!" #vaisonhando...
Sem desligar o celular, óbvio, ela pega uma Ti Ti Ti (R$1,99) e me dá UMA NOTA DE 100 CONTOOOOOOOO!!!! Confesso que tive uma vontade sobrenatural de enfiar esse celular no... Deixa pra lá. Virei pra ela, com uma cara sorridente (alô, sarcasmo) e disse que não tinha troco. Num instante, ela tirou R$2,00 e assim foi embora... FALANDO AO CELULAR!

Na próxima vez que alguém me estressar de novo, por causa de um simples telefonema, dentro daquela cabine... Digo, banca, vai virar o Super Homem mesmo. Vai sair voando. Só não me pergunte como!

Kriptonita.

sexta-feira, 5 de março de 2010

DIÁRIO DE UMA ATENDENTE - Capítulo 1

Bem, de tanto xingar os clientes lá do trampo via twitter, @gala_acida deu a idéia de comentar sobre o perfil de cada um que aparece por lá. Andei pensando, analisando e decidi postar "o diário de uma atendente".

Pra quem não sabe, trabalho numa banca de revistas do meu tio. Não é lá grandes coisas, mas é melhor que ficar em casa coçando o saco!





Então, vamos ao perfil número 1: "OS PLANTONISTAS"
Cara, tem coisa pior no mundo que acordar cedo? Pois é! Trampo às 8h da matina e as vezes, quando chego, JÁ TEM GENTE NA CALÇADA ESPERANDO ABRIR!!
Como assim? Vai andar e procurar algo que já esteja aberto, ou volta mais tarde, seu desocupado. E tem mais! Quando chego, tenho que organizar as revistas, varrer, abrir o caixa, etc, etc, etc... Mas o pessoal quer entrar antes que eu, aí fica difícil né, meu chapa?!
Outra coisa, MALDITAS PORTAS DE VIDRO!
O cara vê que estou lá dentro, pensa que tenho obrigação de atender. SÓ LAMENTO!
Meu horário é das 8 às 14h. Se for 7:59, nem insista! Sou chata mesmo, não atendo.
Dica: Chegue no mínimo meia-hora depois, em qualquer conveniência (sim, pois acho que não sou a única que se irrita com isso).
Estresse uma atendente: Faça plantão, como se fosse liquidação de 90% da sua loja favorita.
Fato ocorrido: Sempre acontece. SEMPRE! Mas um que me marcou foi com o Carlos Lineu (se eu souber, faço questão de citar nomes) que chegou às 7:20h. Quando cheguei às 7:30h (a banca abre às 8h) o cara estava revoltado porque estava esperando demais. Respondi com o jeito "cambita" de ser: - Então o senhor vai esperar ainda mais, pois a banca só abre às 8h.
Ele saiu resmungando... Pensei até que nunca mais iria ver tal pessoa (sim, perco o cliente, mas não perco a patada), mas era umas 9:30 quando entra o tal Carlos Lineu, compra uma Caras (sim, isso tudo por uma caras) e sai.
É...
Não que isso seja um fato de extremo stress, mas não sou muito paciente, né?!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

[TRADUÇÃO] And Death In My Arms - All That Remains

This Darkened Heart é o segundo álbum da banda de metalcore All That Remains.. Lançado no ano de 2004, é considerado por muitos o melhor álbum da banda.
Nesse álbum, está a faixa: And Death In My Arms, que na minha opinião é uma das melhores músicas da banda.
Ao contrário de muitas pessoas, eu não ligo muito pra letra da música. Só o som, já é o suficiente. Nada melhor que um pedal quádruplo e guitarras frenéticas :D
Mas então, vamos à música:


AND DEATH IN MY ARMS

and death lay in my arms as colors fade
from gold to gray

gray now broken my foolishness displayed
hands tight around her throat this violent loving embrace

lying restful safe in my arms
steady rhythm trust she'll come to no harm
feel her tremble as the nightmare begins
sleep the horror as the nightmare it ends

I hear her whisper a sweet sound fanning the flames
these thoughts consume me and leave me wallowing

gray now broken my foolishness displayed
hands tight around her throat this violent loving embrace
my fingers tremble her lips move silently
one last i love you crush my resolve again



E A MORTE PÕE-SE NOS MEU BRAÇOS

E a morte põe-se nos meus braços como as cores se desbotam
De ouro a cor cinzenta

Cor cinzenta agora quebrada a minha loucura exposta
Mãos apertadas em volta da sua garganta este abraço de carinho violento

Cofre tranquilo mentiroso nos meus braços
Confiança de ritmo constante ela não virá a nenhum dano
Sinta-a tremer como o pesadelo começa
Durma o horror como o pesadelo que ele termina

Ouço o seu sussurro doce sólido botar lenha na fogueira
Esses pensamentos consomem-me e abandonam-me chafurdar

Cor cinzenta agora quebrada a minha loucura exposta
Mãos apertadas em volta da sua garganta este abraço de carinho violento
Os meus dedos tremem o seu movimento de lábios silenciosamente
Um último amo-o esmaga a minha resolução novamente.